Febre amarela culmina com caça bárbara contra os macacos
Msn  27/01/2018 - 12:30

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O medo de contágio de febre amarela no Rio tem revelado uma face bárbara de alguns dos seus moradores. Em paralelo à confirmação de oito mortes pelo vírus no Estado, dezenas de macacos –vítimas como os humanos da doença– vêm sendo massacrados. Há famílias inteiras de primatas mortas. Em 22 anos de carreira como médica veterinária, Márcia Rolim nunca tinha visto nada igual. “Nunca vi uma matança tão grande contra uma espécie. Estamos todos indignados com o que estamos presenciando. De vez em quando nós temos casos de maus tratos, mas nunca nessa proporção e nem com a crueldade das lesões que estou vendo”, lamenta Rolim, também subsecretária municipal de Vigilância Sanitária no Rio.

Os macacos mortos no Rio estão sendo levados ao Instituto Jorge Vaitsman, o órgão municipal responsável pela necropsia dos animais, e os resultados dos exames são assustadores. Há casos de espancamento com múltiplas fraturas, de animais com vísceras estouradas por conta de chutes, casos de envenenamento causados pela ingestão de chumbinho disfarçado em bananas... Nos 25 primeiros dias de janeiro, o instituto recebeu 132 macacos e saguins e 62% deles tinham sinais de envenenamento ou agressões. Entre as vítimas há três exemplares de mico leão dourado, uma espécie que corre risco de extinção.






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